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28 de outubro de 2019

BRASIL É 2º MAIOR CAMPEÃO DO MUNDIAL SUB-17

No sábado, a Seleção Brasileira iniciou com vitória a busca pelo seu quarto título no Mundial Sub-17. O duelo com o Canadá, no Bezerrão, marcou o começo de uma campanha que tenta aproximar o Brasil de uma conquista que não vem desde 2003. Diante de sua torcida, a Seleção tem uma chance de ouro de finalmente se reencontrar com a taça de campeão mundial sub-17.
 
Sede do Mundial pela primeira vez em sua história, o Brasil, ao lado dos Estados Unidos, o recordista em participações na competição. Das 17 edições anteriores, o país só não se classificou em uma delas. Nesta edição, a Seleção se classificou justamente por sediar o Mundial. Segundo maior campeão do torneio, com três títulos, o Brasil só está atrás da Nigéria, que venceu o Mundial Sub-17 cinco vezes.
 
Os títulos do Brasil no Mundial Sub-17 vieram: no Egito, em 1997, contra Gana; na Nova Zelândia, em 1999, contra a Austrália; e na Finlândia, em 2003, contra a Espanha.
 
Ao todo, o Brasil tem 53 vitórias, 11 empates e 18 derrotas na história do Mundial Sub-17, com um aproveitamento de 65%. São 180 gols marcados e apenas 74 sofridos. Com este desempenho, a Seleção é recordista em número de jogos (82), vitórias e gols marcados. Entre 1997 e 2001, quando conquistou o torneio duas vezes, a Canarinho chegou a ficar 15 jogos sem perder. Até hoje, está é a segunda maior invencibilidade de um país no Mundial.
 
Mundial Sub-17, celeiro de craques
 
Desde sua criação, o Mundial Sub-17 tem se notabilizado pelo brilho de várias jovens promessas do futebol. No caso da Seleção Brasileira, então, são muitos talentos que desabrocharam nesta categoria. A Seleção Sub-17 apresentou ao mundo jovens como Alisson, Neymar e Philippe Coutinho (2009), Marquinhos (2011) e Ronaldinho Gaúcho (1997), entre tantos outros talentos.
 
Duas vezes eleito melhor do mundo, Ronaldinho é, até hoje, o único atleta a ser campeão mundial sub-17 e como profissional. O Mundial Sub-17 apresentou outros talentos que ganhariam a Copa do Mundo, como Iker Casillas, Xavi Hernandez, Gianluigi Buffon e Francesco Totti. Mas nenhum deles conseguiu ser campeão do torneio de base.
 
Uma final histórica
 
Um dos jogadores que poderia ter adiciona as duas Copas do Mundo à sua galeria de troféus é o meia espanhol Cesc Fábregas. Campeão com a Espanha no Mundial de 2010, o craque brilhou no Sub-17 de 2003, mas bateu na trave, em uma final histórica contra o Brasil. Com gol de Leonardo, a Seleção a Espanha por 1 a 0 na grande final, disputada na Finlândia. Apesar do vice-campeonato, Fabregas ficou com a Bola de Ouro e a Chuteira de Ouro da competição, destinadas ao melhor jogador e artilheiro, respectivamente.
 
Naquele mesmo ano, em Abu Dabi, o Brasil voltou a derrotar a Espanha na final do Mundial Sub-20. Uma geração acima daquela comandada por Fábregas, a Fúria tinha como principal promessa o meia Andrés Iniesta que, ao lado de Fábregas, conquistou o título da Copa do Mundo em 2010. Os dois títulos em 2003, somados à conquista da Copa do Mundo de 2002, deram ao Brasil um feito inédito: a tríplice coroa do futebol mundial. A Seleção foi, por dois anos, detentora dos três Mundiais de futebol masculino.
 
A última campanha
 
O último Mundial Sub-17 foi disputado na Índia, em 2017. Campeão sul-americano, o Brasil chegou à competição como um dos favoritos ao título, e logo começou a provar que esse favoritismo se justificava. No Grupo A, a Seleção estreou contra um forte adversário. Com gols de Paulinho e Lincoln, derrotou a Espanha por 2 a 1. Na sequência, vitórias tranquilas por 2 a 0 contra Coreia do Sul e Níger garantiram uma vaga na fase seguinte.
 
Nas oitavas-de-final, a Seleção encarou a Guatemala e não teve maiores problemas. Com gols de Marcos Antônio e Brenner (2), avançou para as quartas vencendo por 3 a 0. A fase seguinte reserva um desafio maior para o Brasil. Encarar a Alemanha, que sempre traz uma equipe muito forte, seria uma pedreira.
 
A Seleção saiu atrás, com gol de pênalti de Arp. Mas o Brasil reagiu no segundo tempo. Weverson e Paulinho apareceram na hora H para virar o jogo e colocar o Brasil na semifinal.
 
As semis reservaram um adversário perigoso para o Brasil. Uma das favoritas ao título, a Inglaterra confiava no futebol de duas grandes promessas: Phil Foden, meia do Manchester City, e Rhian Brewster, atacante do Liverpool. Em um jogo muito disputado, os ingleses venceram por 3 a 1 com hat-trick de Brewster, que seria artilheiro da competição, e se classificaram para a final. 
 
Na disputa por terceiro lugar, o Brasil derrotou o Mali por 2 a 0, com gols de Alan e Yuri. Campeã mundial, a Inglaterra não conseguiu se classificar para defender seu título.

 

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